A COOPERAO COMO ESTRATGIA ORGANIZACIONAL DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA NO PARAN: O CASO DA COOPERATIVA DE PRODUO E SERVIOS DE PITANGA
Cimone Rozendo de Souza

Resumo

A organizao do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no final da dcada de setenta trouxe a tona, por um lado, a necessidade de se efetivar a reforma agrria no Brasil e por outro possibilitou um debate poltico e intelectual maior sobre os problemas agrrios: a misria dos povos do campo, a migrao forada de trabalhadores e trabalhadoras rurais em direo s cidades, os conflitos relacionados posse e/ou uso da terra, a estrutura fundiria altamente concentrada e excludente associada a um modelo agrcola direcionado a monocultura e a produo em grande escala. A concepo de reforma agrria gestada no mbito do MST, alm de sua reivindicao bsica por terra se fundamentava tambm, na subverso deste cenrio, pretendendo inclusive uma mudana na estrutura social em bases socialistas. A efetivao desta proposta passaria necessariamente por uma reorientao dos modelos de produo agrcola, baseados em formatos organizacionais focados sobretudo na organizao coletiva. Nesse sentido que se criaram as Cooperativas de Produo Agropecurias (CPAs) no mbito do MST, como a principal estratgia deste projeto mais geral de reforma agrria. No Paran, a anlise do processo de construo da primeira experincia de CPA ligada ao MST, a Cooperativa de Produo e Servios de Pitanga (COOPROSERP) possibilita refletir sobre suas possibilidades e limites, seus caminhos e descaminhos como estratgia econmica, poltica e social objetivo que se prope neste trabalho.


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